Delft, uma visita rápida

Essa cidade holandesa é muito famosa por sua porcelana azul e branca, que imigrantes trouxeram da Itália no século 16. Como o tempo era curto (apenas uma hora de rápida visitação), o ônibus da Europamundo (excursão do Triângulo Europeu), nos deixou próximo a praça central onde foi possível visitar a torre de 100 metros de altura Nieuwe Kerk, contruída entre 1383 e 1510 e restaurada depois de um incêndio.

O Blue Heart (Coração Azul) de Delft se transformou no símbolo da cidade, ao lado de Nieuwe Kerk, é impossível não parar para uma foto. Ao lado esquerdo do coração os turistas encontram diversas lojas de porcelanas (todas pintadas a mão) e claro que a cor dominante é o azul e branco.

Logo depois, caminhei nos arredores da praça, conhecendo os canais e um pouquinho dessa cidade, também lotada de bicicletas.

Você sabia que Delft significa buraco? Pois a cidade esta abaixo do nível do mar. A foto abaixo é da Prefeitura: Construída em 1618, após restauração (1960) recuperou o estilo do século 17. Em frente a prefeitura encontra-se uma estátua em homenagem a um filho ilustre da cidade, Hugo Grotius.


Vale lembrar que a visita a Delft foi antes da chegada em Amsterdam, que já abordei nesse blog.

O que o Wikipédia diz? Delft é uma cidade da província neerlandesa de Zuid-Holland situada a 9 km de Haia e 18 km de Rotterdam e cortada por canais. Centro dos mais antigos do país, já aparecendo mencionado em 1062, Delft foi palco, em 1584, do assassinato do stathouder Guilherme I o Taciturno, por um fanático católico. O belo mausoléu de Taciturno encontra-se na Nieuwe Kerk, antiga igreja de Santa Úrsula, hoje transformada em templo protestante, onde se ergueu também o túmulo de Hugo Grotius.

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Amsterdam em 2 dias

Na verdade 1 dia e meio, ou nem isso. Sim, foi pouco tempo em Amsterdam. Mas o relógio não estava ao meu favor e existia um cronograma a ser cumprido. Diversos pacotes de viagens oferecem 3 dias em Amsterdam, mas como eu fiz algumas modificações no meu (Triângulo Europeu), aumentando a viagem e estendendo até Berlim, não me sobrou outra alternativa.

Chegamos a tardinha na cidade, e fomos direto para um passeio opcional oferecido: Passeio de barco pelos canais de Amsterdam, de aproximadamente 1h30. Haviam diversas mesas, que cabiam uma média de 6 pessoas. Como você pode conferir na foto ao lado, logo na chegada, era oferecido três tipos de vinhos: branco, tinto e rose, e uma degustação de queijos. O passeio foi realmente muito bom, muitas risadas e momento de integração com o grupo – bastante integração. Passamos pelo famoso bairro vermelho (mas vou deixar para falar dele mais abaixo). No caminho, fomos brindados com uma beleza desigual: o Nemo é um museu de ciências em forma de barco, projetado por Renzo Piano.

Dali, fomos direto ao Hotel (por causa do custo benefício de um circuito europeu, a localização não era das mais favoráveis – mas como voltamos a noite e já saímos logo pela manhã cedo para o passeio pela cidade, essa distância não comprometeu a viagem). A hospedagem foi no Dorint Hotel Amsterdam-Airport e posso dizer que foi um dos melhores hotéis que já fiquei hospedado. Elegante e moderno. Engana-se quem disse que o café da manhã é sempre continental. O café da manhã do Dorint, foi um buffet que deixou muitos de nossos hotéis da serra gaúcha, para trás. E a variedade de iogurtes, caldas e frutas, era de se espantar para uma cidade européia.

No segundo dia, tivemos a chance de realmente conhecer a cidade caminhando, mas se preferir você pode escolher pedalando, já que existem diversos locais onde se pode alugar uma bicicleta. Como o tempo estava muito frio e chuvoso, acabei optando pela caminhada mesmo. A pausa para a foto em frente ao logotipo “I amsterdam” foi o início do city-tour.


Fizemos uma visita logo em seguida, a uma fábrica de lapidação de diamantes, interessante apenas, e logo saímos a um passeio panorâmico de ônibus. Bem próximo ao logotipo, da foto acima, esta o Museu Van Gogh. Outro ponto bastante interessante desse passeio, foi a Casa de Anne Frank – o simples fato de passar pela fachada da casa e saber de toda a história que aquelas paredes carregam é fascinante. O ônibus nos deixou na Praça Dam, no centro histórico de Amsterdam – um dos principais pontos de encontro da cidade – logo na esquina encontra-se o mais irreverente museu de cera do mundo: Madame Tussauds – mas se você já visitou alguma outra filial espalhada pelo mundo, não perca seu tempo.

Hora de conhecer o Bairro da Luz Vermelha, ou simplesmente Bairro Vermelho. A prostituição na cidade começou a dispontar no século 13, quando a cidade emergiu como porto. Uma rede de ruas sinuosas cheias de sex shops, boates decadentes e as famosas janelinhas, onde moças de “respeito” estão ali exibindo seus corpos semi-nus afim de tentar fisgar um novo cliente – acredite: a prostituição é uma profissional legalizada. Tem para todos os tipos, mas as mais comuns são as mulheres mais velhas, por incrível que pareça – e os preços podem variar de acordo com a necessidade do cliente. Em meio a vulgaridade do bairro, você encontrará bares, restaurantes e coffe shops.

Ah sim, os Coffe Shops. Se você pensa que vai sair fumando um baseado pelas ruas, esta enganado. A maconha é sim legalizada, mas só pode ser “consumida” dentro das coffe shops – uma espécie de bar que a servem de diversos tipos como: pirulito, balas, chicletes, bolos de chocolates, ou o mais comum dos baseados.

Logo após o almoço, foi a hora de fazer umas compras na Shopping ao lado da Praça Dam e logo se reencontrar com o grupo, para continuarmos a viagem.

O que o Wikipédia diz? Amsterdam é a capital, e a maior cidade dos Países Baixos, situada na província Holanda do Norte. Seu nome é derivado de uma represa (dam) no rio Amstel, o rio onde fica a cidade. A cidade é conhecida por seu porto histórico, seus museus de fama internacional, sua zona de meretrício (Red Light District, o “Distrito da Luz Vermelha”), seus coffeeshops liberais, e seus inúmeros canais. Possui 761.262 residentes (2009), enquanto que sua área metropolitana tem cerca de 2 milhões de habitantes.

Bruges: uma das cidades mais bonita do mundo

Alguns meses antes de visitar a cidade de Bruges, haviam me dito: “Bruges é uma das cidades mais bonita do mundo”. Frente a uma afirmação dessas, busquei na internet algumas fotos, dicas e o que eu não poderia perder na cidade, e constatei: Sim! É a cidade mais bonita que eu já vi na minha vida.

Eu não tive muito tempo nessa pitoresca cidade da Bélgica, viajava no esquema de “Circuito Europeu” da CVC Viagens, operado pela Europamundo. Foram algumas horas e pronto, o suficiente para se encantar.

Eu tinha que me programar para em apenas 3 horas conhecer o melhor que a cidade teria a me oferecer, deixando um curto espaço de tempo para o almoço. Sendo assim, vamos ter um sub-título deste post:

3 Horas em Bruges

Acompanhado do Guia Visual da Folha de São Paulo (Europa), meu itinerário começou pela Rua Steenstraat (repleta de lojas de doces, como chocolate e souvenirs), que em poucos minutos me levava ao famoso cartão postal da cidade (foto ao lado): o Market, uma praça rodeada de casas medievais do século 13. Esse é o centro da cidade. Reserve pelo menos de 15 a 20 minutos, para apreciar a arquitetura do local, é impressionante – mas cuidado com as bicicletas, elas estão em todos os lugares.

Foi no Maket, onde almocei. Você encontrará uma infinidade de bons restaurantes e boa bebida. A cerveja é outro cartão postal da Bélgica, vocês sabiam que é o país com o maior número de cervejarias do mundo?

Como a grande maioria dos países baixos (compondo o famoso Triângulo Europeu), existem muitos canais pela cidade, onde é possível fazer um tour pelos principais pontos turísticos, pelo rio Dijver – mas como o tempo, não estava ao meu favor, preferi fazer outro programa.

Com o Guia de Viagens na mão, descobri o Hellig Bloed Basiliek, a Basílica do Sangue Sagrado, certamente um dos pontos mais altos de qualquer viagem que já realizei. Lá acredita-se estar guardada umas das relíquias mais preciosas da Europa: um frasco que contém gotas do sangue lavado do corpo de Jesus Cristo, por José Arimateia. A Capela superior, refeita em 1790 após a destruição pelos franceses, transmite uma paz inexplicável. Foi uma visita inesquecível.

Outro ponto que visitei foi a Torre Octogonal Belfort (foto abaixo), que guarda a carta constitucional da época medieval. Ela esta localizada no Market.

Se você estiver viajando em um Circuito Europeu, não se preocupe, 3 horas foram suficientes para se ter um panorama da cidade. Mas se você tiver a opção da escolha: fique pelo menos uma noite na cidade (alguns circuitos europeus oferecem isso), você não vai se arrepender.

O que o Wikipédia diz? Bruges (em neerlandês Brugge) é uma cidade belga, capital da província de Flandres Ocidental, na região de Flandres. Tem cerca de 117 mil habitantes. Foi a capital europeia da cultura em 2002, juntamente com a cidade espanhola de Salamanca. É chamada de “Veneza do Norte”, por causa de seus inúmeros canais que a cercam ou a atravessam, mas também a ligam principalmente com a cidade de Gante.